Jornada Científica 2000

ASMA BRÔNQUICA E ATIVIDADE FÍSICA
Orientadores:
Emília Cristina Benevides de Freitas & Adilson Dias Salles
Autores:
ESTEFANIA PIMENTEL BARROS [Sem Bolsa]; CARLOS HENRIQUE JENNE JUNIOR [Sem Bolsa]

Neste trabalho procuramos discutir alguns aspectos relativos à prática de atividades físicas em indivíduos portadores de asma brônquica. A asma brônquica se caracteriza por crises de espasmo da musculatura lisa dos bronquíolos, devido a produção e liberação de substâncias broncoconstrictoras no tecido pulmonar. Embora seu mecanismo intrínseco ainda seja muito discutido, a atuação de fatores como: estresse psíquico, exposição a alergenos e infecções já está bem definida. Apesar da asma brônquica atingir cerca de 7,2% da população mundial, afetando especialmente as crianças, as publicações sobre asma e atividade física são insatisfatórias. Os indivíduos asmáticos, especialmente os jovens, se recentem de uma orientação mais específica sobre o que devem ou não fazer em relação ao estresse físico, o que poderia, em última análise, melhorar seu desempenho respiratório nos períodos entre as crises. Além do mais, a superproteção familiar procurando resguardar o paciente da ação dos estressores do ambiente cria um complicador adicional que dificulta o próprio convívio social. A prática da natação foi, durante muito tempo, a única manisfestação de prática de esportes permitida aos asmáticos.

Nos períodos de remissão, o asmático é um indivíduo inteiramente normal, a não ser que exista alguma outra alteração broncopulmonar além do broncoespasmo. Assim, a atividade física é benéfica, desde que se tomem as medidas necessárias para sua prática . Um acompanhamento médico dos asmáticos é imperioso na condução de qualquer atividade física a que se proponha, inclusive com a realização periódica de exames laboratoriais. Ao lado de medidas profiláticas que reduzam a exposição desses pacientes aos fatores de risco, como frio excessivo, umidade, poeiras, poluição, fumo e fármacos, as práticas de atividade física podem ter especial importância em dois aspectos: 1. Na socialização dos indivíduos, uma vez que o convívio social é de extrema importância em reduzir os efeitos do estresse psicológico; 2. Nos exercícios respiratórios, reeducando o ritmo respiratório, particularmente em paciente que mostram seqüelas ou agravamentos do quadro asmático, como ocorre na DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). O fortalecimento da musculatura respiratória é uma questão polêmica, uma vez que não há trabalhos conclusivos de que isto traga benefícios ao paciente. Em relação aos desportos, o asmático pode realizar qualquer atividade esportiva, fora das crises, desde que não exista qualquer dificuldade respiratória face a existência de algum fator agravante ao broncoespasmo.

Somente a criação de uma equipe interdisciplinar envolvendo médicos, psicólogos, fisioterapeutas e professores de educação física poderia dar conta de uma condição extremamente complexa e importante e, reduzir a incapacitação física de um grande número de pessoas e, assim, reduzir decisivamente este elevado custo social.

 

REEDUCAÇÃO POSTURAL - Estamos Reeducando Quem ?

Orientadores:
Emília Cristina Benevides de Freitas & Adilson Dias Salles
Autores:
GABRIEL LAZZARO ALVES DA CUNHA [Sem Bolsa]; ERIKA MARIA TOCCI EBERT [Sem Bolsa];
BRENA COELHO DA SILVA FELINTO [Sem Bolsa]; LEONARDO RIBEIRO MARQUES [Sem Bolsa];
MARCOS JORGE ULBERG PEREIRA [Sem Bolsa]

Os desvios posturais são extremamente comuns especialmente devido a ação de agentes estressores no cotidiano dos indivíduos. Vícios posturais são freqüentemente identificados em indivíduos jovens, especialmente pelo uso de mochilas e em adultos, devido às atividades profissionais, aliados ao aumento do sedentarismo e à obesidade. Estas condições vêm preocupando os profissionais de saúde de tal forma a se constituir em uma grande área de investigação. Atualmente, a busca de adolescentes pela cultura do corpo, sem a devida orientação profissional, tem acelerado a ocorrência de tais deformidades. Assim, as lesões osteoarticulares e musculotendinosas, e suas repercussões orgânicas são, com freqüência, incapacitantes e de elevado custo social. Nos currículos acadêmicos, a avaliação da postura humana não tem sido bem atendida, uma vez que, não se considera neste tema, a variabilidade humana e nem os complexos mecanismos de adaptabilidade. Desta forma, não fica muito claro, os limites entre os conceitos de normal e patológico em uma série de situações em referência aos alinhamentos corporais.

Desvios escolióticos, por exemplo, nem sempre devem ser manipulados, uma vez que podem se constituir em ajustes adaptativos de assimetrias de crescimento dos membros. É nesse contexto que devemos investigar a postura corporal, evitando a simplificação corrente de reproduzir os padrões de normalidade em todos os casos.

Além do mais, é necessário um conhecimento a respeito da unidade morfofisiológica do corpo, isto é, do conjunto de alinhamentos e tamanhos em todo o sistema de cadeias cinemáticas.

Por conseguinte, este trabalho teve por objetivo o levantamento de medidas corretivas de desvios posturais adotadas por academias de ginástica, tentando estabelecer uma visão crítica a respeito dos meios usados para identificar e quantificar as principais deformações na postura humana e os meios disponíveis para corrigi-las. Utilizamos para este fim entrevistas com profissionais responsáveis por academias de ginástica no município do Rio de Janeiro, RJ e consultas a sites da Internet relativos a orientação sobre o assunto.

De uma forma geral, observamos um total desconhecimento a respeito dos mecanismos promotores de desvios posturais, das formas pelas quais podem ser abordados e, em conseqüência, a ineficácia dos meios terapêuticos ou reabilitadores para enfrentá-los. Vimos ainda que, por variados motivos, não existe acompanhamento médico regular em tais casos nem follow-up dos indivíduos submetidos às técnicas.

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